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Pense nisso, ou não.

Como há muito não escrevia nessa humilde página da internet endereçada a meus interesses, resolvi hoje, escrever sobre o ato de se escrever sobre algo.
Minha criatividade anda ruim das pernas, das mãos e do estômado, por isso, ultimamente não tenho tido muitas idéias (nem muita coragem) pra poder escrever aqui, mas hoje creio que uma fagulha de criatividade foi novamente acesa dentro do meu ser, ou talvez seja apenas azia, enfim, aqui vai.
Nos últimos meses, peguei o maldito hábito de ficar procurando notícias em sites de emissoras de tv e provedores de internet (que todo mundo sabe quais são, mas não vou fazer propaganda desses caras aqui). É incontável o número de manchetes e notícias que são catastróficas e/ou inúteis. Calma, explicar-me-ei.
Catástrofes acontecem claro, mas ficaram repetidamente repetindo algo repetitivo que se repetia em toda repetição, como aquele caso do alagamento em SP. Creio que passaram mais de um mês dizendo "e São Paulo está alagada de novo", "rodovia tal é interditada por queda de barreira" entre outras notícias do gênero. Esse tipo de informação dita uma vez ja é suficiente pra pessoa entender que se choveu, São Paulo vai alagar e pontes vão cair. Fiquei pensando que talvez as repetições fossem para evitar mais mortes nos desastres, mas acho que o índice de suicídio deve ter aumentado assustadoramente nesse período de notícias catastróficas ja que a pessoa acordava com um "Bom Dia, 345 pessoas morreram soterradas, 35 estão em estado grave e Michael Schumacher voltou para Fórmula 1". Peraí, não é assim que se começa o dia poxa vida. No jornal do almoço as pessoas mortas ja eram 360 e as em estado grave 20, no jornal da noite ja não havia mais ninguém em estado grave.
Isso quando era noticiada a desgraça. Depois disso vem a inutilidade. "Paris Hilton de calcinha", "Jesus é DJ" e "Arruda foi preso". Meu, idaí? F#$%-se se a Paris num sei quem fez sei lá o que, se o cara que veio pra salvar a humanidade agora é DJ e se o Arruda vai ser liberado daqui uns dias. Ninguém nunca faz nada a respeito mesmo.
Sugiro que ao invés de mostrarem uma cidade alagando, mostrem uma (se é que ela existe) em que o sistema de esgoto e escoamento de águas pluviais (que chique) funcione, um lugar onde os políticos corruptos sejam torturados, fuzilados e a bala fica por conta da família dele pagar (se é que isso existe também) e algumas coisas mais úteis ao mundo, como não usar nunca mais na sua vida sacolas plásticas (mas use sempre camisinha!).
Meio óbvio que minha sugestão provavelmente não será lida por mais de 1 pessoa (eu), mas gosto de pensar que boas ações, idéias e sugestões são qualidades raras encontradas em pessoas especialmente capacitadas para compreendê-las e executá-las, ou seja, 0,01% da população mundial, talvez nem isso. (Gosto de pensar que talvez seja por isso que ninguém leia meu blog, ou talvez seja exatamente por isso).

Comentários

  1. Negooo.. concordo com vc...
    mas nada de jogar latinha pela janela.. rsrsrsr
    beijos

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  2. Pois né?! Meio bad isso mesmo, mas acho legal o exemplo como alguns blogs humorísticos divulgam determinadas notícias trágicas mas com ar de comédia fica bem melhor mais light. Claro que nem tudo dá pra brincar e talz. Sempre critico a mídia, mas acho que é o que costumo dizer: ela só é assim porque damos audiência. Somos estáticos e não exigimos coisa melhor, qualquer esforço a mais já nos desestimula. Dessa maneira fica meio impossível das coisas mudarem. Bom vou parar por aqui, se não, de um comentário passa ser um post! E olha soh contrariando as expectativas jah tem 2 pessoas que leram! xD

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