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Mostrando postagens de agosto, 2009

Problemas Internos

Esôfago: - O Estômago! Acorda ae cara! Hoje o dia promete bixo! O cara ja ta mandando uma coca-cola logo de manhã! E o Cérebro disse que pro almoço ta vindo um bife mal-passado, acebolado e a idéia de salada nem saiu da gaveta! Estômago: - Esse cara só pode ta de sacanagem comigo! Isso é palhaçada bixo! Aquela úlcera da semana passada vai abrir, to até vendo! E dá-lhe coca-cola. Almoço: Mais coca-cola, 3 bifes mal-passados enormes, muita cebola, choio, feijão com bacon, arroz com farofa de calabresa e pimenta, muita pimenta. Estômago: - Po bixo! Qual que é! Manda pelo menos um alface, uma água que seja! Um suco de caju cairia bem também! Intestino: - Que gritaria é essa ae caramba? O que que ta havendo ? Estômago: - (Viish.. O Intestino acordou.. to vendo que isso vai da merda) Eae Intes! Então! É o cara aqui bixo! Mandou brasa no almoço e nem sequer um mísero alface de verdura! Intestino: - Esse cara me ferra a vida mesmo hein! Vo fala uma coisa! Isso ja ta ficando chato! Vou ter que ...

Não quero ser homem

Conversando com um amigo hoje no msn sobre um texto que falava do amor, entramos na velha guerra dos sexos entre homens e mulheres. Homens são assim, mulheres assado. Elas amam e nós somos apenas animais que só pensam em reprodução, ou melhor, em praticar o ato da reprodução mas não necessariamente com esse objetivo. O texto dizia que quando um homem trai e chega em casa, a mulher pergunta: mas você ainda me ama? Já a mulher, quando chega em casa após a traição, o homem pergunta: você gostou? onde foi? quantas vezes? E mesmo se ela não responder, ele insiste até conseguir a resposta. Foi aí então que esse meu amigo disse "Não quero ser homem, quero voltar a ser menino, muleque, sem saber o que é sexo..." e isso me fez relembrar a minha época de menino muleque. Mais do que isso. Me fez relembrar as paixões que eu tive enquanto menino muleque. Que sentimento lindo. Puro. Simples e objetivo. Eu era simplesmente apaixonado pela menina. Não me interessava que tipo de música ela ...

A DESPEDIDA DO AMOR por Martha Medeiros

Existem duas dores de amor: A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também... Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma é...

Cotidiano

Estava eu, voltando para casa após mais um dia na faculdade. Tranquilo em meus pensamentos, fiquei esperando o ônibus no ponto. Ele chegou. Entrei. Paguei umas das tarifas mais caras do país (R$2,50) ao motorista e tive a sorte de poder escolher um lugar ao qual estivesse a altura de meu gosto dentro daquele carro com mais de 20 bancos. Havia um vago, no alto, ao lado da janela (gosto de lugares altos perto da janela pois bate um vento gostoso ali). Fui sentar-me, quando de repente, vi que estava molhado (droga). Tinha chovido um pouco antes e alguém havia esquecido de fechar a janela. Muito bem. Fui para o fundo do ônibus e me acomodei. No decorrer do translado, as pessoas foram entrando e preenchendo os bancos desocupados. As que, como eu, gostam de bancos altos, ao chegarem perto e perceberem o que estava molhado, logo procuravam outro para se sentar. Assim seguiu-se até todos os lugares do ônibus serem preenchidos. Eis que vem o próximo ponto e me sobe um rapaz, de uns 23 anos no...

Insônia II